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Um passo em frente no conhecimento da Arte Rupestre Pré-Histórica do vale do Tejo

No passado dia 20 de Dezembro, na Faculdade de Ciências Sociais (FCSH) e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (UNL), foi concedido o título de Doutor em Arqueologia ao Arquitecto Mário Varela Gomes, com elevada classificação (Muito Bom com distinção e louvor, por unanimidade), tendo como base uma tese sobre a Arte Rupestre do Tejo.

Fizeram parte do extenso júri, de nove elementos, que concedeu aquele título académico, os Prof. Doutores

Armando Coelho Ferreira da Silva (Faculdade de Letras da Universidade do Porto) e António Pedro Vicente

(FCSH da UNL), na qualidade de orientadores, o Prof. Doutor Emanuel Anati (Universidade de Lecce),

reputado especialista, de nível mundial, em arte rupestre pré-histórica, os Prof. Doutores Vítor Veríssimo

Serrão (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), Fernando António Batista Pereira (Faculdade de

Belas Artes de Lisboa), Raquel Vilaça (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra), Francisco

Sande Lemos (Universidade do Minho), João Paulo Oliveira e Costa (FCSH da UNL) e a Prof. Doutora Ana

Paiva Morais (FCSH da UNL), que presidiu ao júri.

No decurso das intervenções foram elogiadas as muitas qualidades da tese presente a

avaliação, bem como do avaliado, detentor de uma vasta e reputada obra em

Arqueologia, Museologia e Arquitectura.

 

A tese presente a avaliação tem características invulgares, desde logo pela sua

dimensão (com um vasto catálogo de mais de 6000 figuras meticulosamente

caracterizadas), magnífica documentação gráfica e profundidade teórica. Foi

largamente salientada pelos avaliadores a qualidade metodológica e exemplaridade

deste documento, servindo de modelo para trabalhos de futuros candidatos e

investigadores, neste como noutros domínios das ciências sociais e humanas. O Prof.

Doutor Emanuel Anati qualificou este trabalho de importância mundial no domínio dos

estudos de arte rupestre.

 

Foi reclamada por vários membros do Júri a pertinência de uma rápida publicação

deste trabalho, devolvendo à Sociedade o conhecimento acerca de um vasto

Património, de mais de 10.000 gravuras rupestres pré-históricas, afundado nos anos

setenta pela barragem de Fratel e, ainda, a relevância da constituição de um museu

para tornar público tal património.

 

O agora Prof Doutor Mário Varela Gomes testemunhou que uma das motivações para a

elaboração deste documento, o primeiro grande corpus da arte do Tejo, decorreu de

um compromisso assumido perante os companheiros das campanhas de salvamento

(pelo registo) da arte do Tejo, nos anos 70, um grupo de investigadores a que alguém

chamou a Geração do Tejo.

 

 

Associação de Estudos do Alto Tejo



 

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