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OTL acabou? Viva o Voluntariado!

Milhares de jovens de todo o país aguardavam com ansiedade a abertura do período de inscrições para as actividades do OTL promovidas, durante anos, pelo Instituto da Juventude em colaboração com associações juvenis, autarquias e instituições de solidariedade social.

A crise que estamos a viver e os custos associados ao pagamento dos jovens implicados nestas actividades ocupacionais estiveram, seguramente, na base do cancelamento desta iniciativa que contava com um largo historial de realização mas que em boa verdade estava a pedir uma reflexão no sentido da sua eventual reformulação.


E agora, o que fazer com os jovens fazer durante o período de férias escolares?


Perante esta interrogação um grupo de colaboradores, muito activos, da Associação de Estudos do Alto Tejo propuseram e desenvolvem, desde o dia 1 de Agosto, um projecto de voluntariado, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Vila Velha de Ródão, que visa colaborar na animação ocupacional dos idosos e das crianças desta instituição de solidariedade social. Diariamente dois rapazes e três raparigas, enquadrados tecnicamente pela AEAT e pela animadora sócio-cultural da instituição, realizam actividades de apoio na creche, desenvolvem exercícios de ginástica ocupacional, promovem pequenas caminhadas e, sobretudo, disponibilizam-se para ouvir e falar com os mais idosos. Esta experiência tem-se revelado extraordinariamente enriquecedora para estes jovens que vivem intensamente este relacionamento com os seus “novos avós”.
Ao estabelecer um paralelo entre a natureza destas acções com aquelas que, até à data, eram desenvolvidas pelo programa OTL a semelhança torna-se evidente mas algo de mais profundo mudou: o espírito desinteressado e altruísta que move estes jovens. Esta constitui a verdadeira mudança de atitudes que nos apraz assinalar.
Já não é a retribuição monetária nem a colocação nos locais, supostamente, mais agradáveis que os mobiliza, antes sim o desejo de colaborar e de se envolverem com as instituições da comunidade onde estão inseridos e preencher activamente o seu tempo livre, de uma forma desinteressada e mais válida. Esta particularidade faz toda a diferença porque estimula uma atitude diferenciadora dos jovens e um novo empenhamento perante o país e as suas dificuldades e dá sinais do regresso a um período onde a generosidade e o empenhamento nas questões de natureza social e cívica pautavam a actuação de milhares de jovens e de dirigentes das organizações nas quais estavam inseridos.
As organizações com responsabilidades na área da juventude terão que ser responsáveis por esta alteração de paradigma e serem capazes de gerar e abrir as portas a iniciativas cujo grande desafio deverá ser o da mobilização dos seus públicos para uma participação e capacidade de empreender acções de relevância cívica que promovam o envolvimento dos jovens nos desafios que se colocam a um país que precisa de crescer sustentadamente e valorizar os seus recursos humanos que constituem, inquestionavelmente, o seu mais precioso recurso perante os desafios do desenvolvimento civilizacional.
Entre um OTL pago e um Voluntariado generoso, apostamos assumidamente na segunda opção!

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