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III Jornada 2011 - Associação dos Amigos do Tejo - A Arte e o Tejo - 05 de Novembro 2011

"Os problemas específicos da criação artística estão indissoluvelmente misturados com todos os outros, pessoais e sociais, do homem que o artista é." (Mário Dionísio)

Esta jornada que se realiza em Vila Velha de Ródão pretende chamar à atenção para a grandeza da obra artística inspirada na paisagem tagana e para o resultado da criatividade inspirada no Rio Tejo.

O Tejo, rio de memórias e saberes, não está devidamente aproveitado como recurso económico, social e cultural, apesar de esforços de muitos "remadores" que alertam para esta riqueza que todos os dias se expõe no Terreiro do Paço.

Por este rio passa uma parte importante da história portuguesa: desde a formação e organização de Portugal e a preparação dos Descobrimentos até ao desenvolvimento produtivo, durante séculos, da bacia hidrográfica. Por aqui passavam o pão, o vinho, o azeite, a palha, a lenha, a madeira, a cortiça, a cal, a farinha, o sal, as matérias-primas e os produtos das unidades industriais que o Tejo acolheu. Estamos perante um museu de território, onde durante séculos, o Homem soube aumentar com saber e criatividade o seu acervo, através de actividades produtivas em combinação com a natureza.
Todo este vasto património deixou marcas que "hic et nunc", o olhar atento dos artistas soube registar. Hoje essas marcas oferecem-nos um excelente contributo para rever e repensar soluções que garantam a preservação da cultura fluvial e lhe dêem continuidade, embora com novos meios e novos saberes.

Foram “remadores” do Tejo que navegaram nas “embarcações” e alertaram para a riqueza patrimonial do Rio. Os homens do rio (arrais, valadores, construtores navais, moleiros, salineiros, pescadores…) e os das suas margens: quer dos campos (agricultores, campinhos…), quer dos estabelecimentos industriais (fábricas, fornos de cal, portos e portinhos, armazéns…), quer dos artistas (castelos, igrejas, pontes, palácios, aldeias, vilas e cidades, fotografia, cerâmica, pintura, literatura, música…) souberam criar, desenvolver e deixar-nos um valioso património. No nosso tempo, compete a nós dar-lhes continuidade, para o enriquecimento social, económico e cultural do país. 







   

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