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ACONTECEU: XXII ENCONTRO NACIONAL DAS ASSOCIAÇÕES DE DEFESA DO AMBIENTE

No passado dia 02 de Junho teve lugar o XII encontro Nacional das Associações de Defesa do Ambiente, este ocorreu no Museu da Mãe de Água das Amoreiras, em Lisboa. O encontro de 2012 debruçou-se sobre o tema da Segurança e Sustentabilidade Alimentar.

 

SEGURANÇA E SUSTENTABILIDADE ALIMENTAR


Os temas acima indicados confrontam-nos com problemas de grande actualidade e complexidade, seja ao nível da qualidade da nossa alimentação contemporânea, e as implicações na saúde, seja ao nível da quantidade disponível e da sua repartição, e as implicações na sobrevivência de muitas comunidades por esse mundo fora, provocando aquilo que vulgarmente se chama fome.
A novidade dos biocombustíveis e a sua competição por terrenos aptos para a produção de alimentos veio complicar este problema, ao nível dos stokes destes bens e respectivos custos, aumentando a insegurança alimentar.
Por outro lado, o crescimento demográfico e a geografia da população, com uma ingovernável tendência para o acantonamento em concentrações urbanas (vulgo cidades), tem agravado a dependência dos seres humanos em relação aos grandes circuitos de produção e distribuição alimentar, afastando-os de antigos modos de vida rurais e subsistenciais de produção directa.
Estes problemas também se colocam tanto à escala local (Portugal), regional (União Europeia) como global, no primeiro caso com a flagrante constatação que a inundação de Portugal com fundos financeiros europeus serviu afinal para destruir a diversidade e autonomia do tecido produtivo português, colocando-nos na dependência de mercados globais que não controlamos. Tal problema, mesmo considerando o quadro de referência europeu, põe em causa os princípios de defesa da comunidade nacional (os portugueses).
Os problemas da dependência alimentar indicados são uma consequência do paradigma urbano e da necessidade de responder à subsistência de um número crescente de seres humanos afastados do sector primário (ou será o inverso?). O reverso da concentração urbana é o abandono do campo, abrindo caminho às monoculturas, eventualmente à concentração fundiária para uso de elites, ou, segundo outras perspectivas, à renaturalização. Tal evolução tem implicações sobre os factores ambientais e culturais. Atentemos no facto das paisagens (culturais) portuguesas, que tanto apreciamos, serem fundamentalmente resultado de modos de vida rurais.
Deste modo, somos desafiados a reflectir sobre os caminhos que se nos oferecem para sair deste sistema/crise, desde logo, alterando modos de consumo, e a perceber se existem novos papéis para uma nova ruralidade, adaptada a algumas inovações tecnológicas (das telecomunicações à autonomia energética), mesmo que recorrendo à subsistência alimentar, talvez um modo mais seguro de sobreviver à crise

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