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Apresentação de conclusões e propostas da Mesa Redonda: Arqueologia em Castelo Branco

Apresentam-se as conclusões e propostas da Mesa Redonda Arqueologia em Castelo Branco: uma paisagem cultural com futuro que teve lugar em Castelo Branco, no Museu de Francisco Tavares Proença Júnior, no passado dia 30 de Novembro de 2013.



Conclusões e propostas



1.A Sociedade dos Amigos do Museu Francisco Tavares de Proença Jr (SAMFTPJr) congratula-se com o bom desenvolvimento da Mesa Redonda dedicada à Arqueologia de Castelo Branco, com uma retrospectiva do último século, desde os trabalhos do fundador do Museu, e perspectivas de futuro. Os trabalhos contaram com a participação activa de um grupo muito diversificado de investigadores, nomeadamente dos arqueólogos João Ribeiro e Francisco Henriques, que foram homenageados nesta jornada.

2. Por ocasião da leitura da versão preliminar desta Conclusões convidaram-se os participantes da Mesa Redonda a enviarem contributos escritos que pudessem enriquecer este documento, tendo em vista a sua ulterior publicação.

3. Numa perspectiva historiográfica reconheceu-se a pluralidade de contributos e de investigadores que tiveram como geografia de pesquisa o concelho e a cidade de Castelo Branco, desde os anos 70 do século XX, tendo sido realçado o papel mobilizador de vocações desempenhado pela Casa de Cultura da Juventude de Castelo Branco, antes e depois de 25 de Abril de 1974. Destacaram-se, enquanto responsáveis da secção de Arqueologia da Casa de Cultura da Juventude, os arqueólogos Francisco Henriques e João Ribeiro.

4. Entre os temas específicos e sítios referidos nesta Mesa Redonda, concernentes ao concelho de Castelo Branco, merecem referência o complexo arqueológico de São Martinho – Senhora de Mércoles – Sant’Ana, os trabalhos arqueológicos no castelo de Castelo Branco, ao tempo dirigidos pelo professor João Ribeiro, as acções da chamada Arqueologia de Contrato executados no decurso do Projecto Polis, a mineração romana de ouro, o megalitismo e a Linha Defensiva das Talhadas-Moradal, de idade moderna-contemporânea.

5. Foi realçada a excepcionalidade e o pioneirismo de Francisco Tavares de Proença Jr cujos trabalhos constituem, ainda hoje, um quadro de referência incontornável para a actualização de conhecimentos acerca da Arqueologia deste território. Foi referido que grande parte das colecções deste arqueólogo, no Museu Francisco Tavares de Proença Jr, se encontram inéditas sendo de incentivar o seu estudo por investigadores e estudantes.

6. Afirmou-se que o concelho de Castelo Branco, carece, com urgência, de um documento, de acesso público, que conte a história da evolução do povoamento no território municipal, à luz do conhecimento actual e apoiado num inventário arqueológico tão completo quanto possível. Tal acção deverá ter continuidade nos próximos anos, num programa de actualização de dados, apoiado em trabalho de campo, que possa ser materializado, ao nível da salvaguarda de sítios arqueológicos, seja no inventário da administração central (Endovélico) seja nos da gestão autárquica (instrumentos de ordenamento e planeamento).

7. A SAMFTPJr congratula-se com a disponibilidade da Universidade de Coimbra, através da Professora Doutora Raquel Vilaça (que também é membro da Plataforma de Estudos Arqueológicos do Médio Tejo) em abraçar um projecto de retoma da investigação e valorização do emblemático sítio arqueológico de São Martinho. Além do sítio proto-histórico considera-se prioritário retomar as investigação iniciadas por FTPJr nos sítios romano-medievais situados no sopé de São Martinho, entre Senhora de Mércoles e SantÁna, ciente do potencial deste complexo arqueológico, situado na área peri-urbana de Castelo Branco, para o desenvolvimento da cidade e do concelho.

8. Na zona histórica da cidade de Castelo Branco relevam-se os inúmeros trabalhos arqueológicos executados no último decénio, no quadro da minimização de impactes negativos de obras de valorização do espaço público. Considera-se necessário continuar a garantir um grau de exigência elevado no acompanhamento arqueológico de futuras obras, públicas ou privados, no espaço urbano e peri-urbano de Castelo Branco, que permitam completar o acervo de memórias (arqueológicas) acerca do passado da cidade.

9. Foi revelada pela SAMFTPJr a intenção de comemorar o centenário da Sociedade, em Setembro de 2014, com uma congresso científico dedicado à Arqueologia da região de Castelo Branco.

10. Propõe-se a constituição de um grupo de trabalho, enquadrado pela SAMFTPJr, com a participação da AEAT, que dê seguimento às conclusões e propostas defendidas no decurso desta Mesa Redonda, nomeadamente a elaboração de uma primeira carta arqueológica do concelho de Castelo Branco, na forma de documento de uso público.

11. Propõe-se a instituição de um Prémio, com o nome de Francisco Tavares de Proença Jr, que distinga, bi-anualmente, trabalhos arqueológicos de mérito executados no distrito de Castelo Branco.

12. Como acto que simbolize a vontade de prosseguir com acção, propõe-se que a SAMFTPJr e a AEAT promovam, com o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco, a deslocação de uma rocha móvel com covinhas pré-históricas do edifício do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), em Castelo Branco, para espaço do MFTPJr.

Castelo Branco, 30 de Novembro de 2013



Maria Celeste Capêlo

(Presidente da Sociedade de Amigos

do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior)

João Carlos Caninas

(Relator da Mesa Redonda)

Pedro Miguel Salvado

(Relator da Mesa Redonda)

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