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“MANIFESTAÇÃO CONTRA A POLUIÇÃO DO RIO TEJO E SEUS AFLUENTES”

A Associação de Estudos do Alto Tejo, nos seus mais de 45 anos de existência, tem pautado a sua atuação numa perspetiva de cooperação com as diversas entidades da região, tentando encontrar plataformas de entendimento relativamente ao estudo, à conservação e à valorização do património da região do Alto Tejo Português, defendendo igualmente esses valores através da promoção de atividades para o desenvolvimento local sustentado.

Dessa forma, tem estabelecido parcerias que, de forma construtiva, sejam uma mais-valia para a região e para a persecução dos nossos fins estatutários.


Apesar de afirmar a sua grande preocupação pelos graves problemas ambientais em torno do rio Tejo e seus afluentes, com responsabilidade para as unidades fabris instaladas em Vila Velha de Ródão, conforme fomos dando conta ao longo dos últimos anos, através das redes sociais e de denúncias nos organismos competentes, documentando em primeira mão as descargas poluentes, fluviais e atmosféricas, bem como os maus cheiros provenientes das unidades fabris e reconhecendo que a manifestação pública que decorreu no passado dia 4 de março vem relembrar a importância que esse problema representa na gestão sustentável da bacia hidrográfica do Tejo, entendemos que a AEAT não deveria participar nesse movimento para que não ficasse ligada a qualquer calendário político, tendo em conta que o final de 2017 será marcado pelas eleições autárquicas.

Por outro lado, constatamos que a Celtejo, contrariamente ao que tem acontecido com a Centroliva, tem realizado, mais recentemente, investimentos avultados em tecnologias mais eficazes, com o objetivo de aumentar a eficiência energética e económica do processo produtivo, repercutindo-se de forma positiva para o ambiente e para a sustentabilidade económica da região.

Está ainda em curso, a construção da nova estação para o tratamento de águas residuais, que solucionará não só o problema das suas descargas poluentes, mas igualmente das águas residuais produzidas por outras da Zona Industrial (queijarias), permitindo que estas aí sejam tratadas e contribuindo para uma solução global para os problemas de poluição de Vila Velha de Ródão.

Sendo esta uma região de grande desertificação, com elevada taxa de envelhecimento, importa encontrar um equilíbrio entre a vertente ambiental e o emprego, uma vez que a atual criação líquida de emprego em Vila velha de Ródão e nos concelhos limítrofes, com destaque para Nisa, Proença-a-Nova, Castelo Branco tem origem nas unidades fabris de Vila Velha de Ródão, contribuindo assim para a redução das diferenças territoriais e atenuando os efeitos da interioridade.

A presença da indústria do papel de Ródão representa ainda uma oportunidade para o estabelecimento de protocolos com entidades do Ensino Superior e Centros de Investigação e Desenvolvimento, com vista à prática pré-profissional e criação líquida de emprego qualificado, pelo que esta é também uma das maiores preocupações desta associação, inscrita no RNAJ – Registo Nacional das Associações Juvenis, que com o esvaziamento do território em potencial humano tem visto um decréscimo acentuado de jovens associados, que garantam a continuidade do trabalho de décadas, reconhecido nacional e internacionalmente pela sua qualidade e rigor científico.

Por último, pretendemos manifestar a nossa total solidariedade com as medidas pedidas pelo Movimento Protejo, relativamente à “fiscalização contínua e eficaz dos potenciais focos de poluição e dos alvos com risco de poluição localizados na zona de Vila Velha de Ródão” e à “revisão da licença de descarga de efluentes da Celtejo no rio Tejo, para valores que garantam o objetivo de alcançar o bom estado ecológico das massas de água do rio Tejo, ao longo de todo o seu curso em território português.”

 

Saudações ambientalistas.

 

Com estima,

 A Coordenação da AEAT

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