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Preparação do Congresso do Tejo III Congresso do Tejo III

***********NOVA DATA ANUNCIADA BREVEMENTE*********** Por imprevistos de última hora, que condicionam os necessários apoios técnicos e logísticos a organização decidiu adiar a realização do evento. A Tagus Vivan lamenta o transtorno e agradece a todos os que se voluntariaram para colaborar e participar. Em breve será divulgada a nova data de realização do Congresso. ***********NOVA DATA ANUNCIADA BREVEMENTE***********

Com efeito, é o futuro do Tejo que está em causa no Congresso do Tejo III, Mais Tejo – Mais Futuro, um compromisso nacional e, pelos contactos que se efectuaram durante estes dois anos da preparação do seu programa, chegou-se à conclusão de que o Tejo não consegue evoluir como potencial criador de mais riqueza por falta de investimento nesse sentido, nomeadamente em três áreas determinantes: Navegabilidade, Sustentabilidade e Turismo, pela falta de políticas de atracção de investidores e empreendedores para esse efeito, porque para além do facto daqueles que devem ter mais interesse nessa causa, insistirem em continuar a olhar, cada um para o seu umbigo, por não estarem interessados o bastante para promoverem o investimento diretamente no corredor fluvial da sua área territorial, o que é comprovado por fonte fidedigna, de que não existe nenhuma candidatura aos fundos comunitários 2020 que se destine a investor no próprio Rio.

 

1.ª PARTE

A Tagus Vivan a partir do momento em que tomou a iniciativa de promover a organização de um novo Congresso do Tejo, o terceiro, começou por procurar compreender a região hidrográfica com actualidade para saber os seus pontos fracos e fortes, para procurar-se encontrar soluções para resolver os problemas dos fracos e a valorização dos fortes, para que o Tejo possa ser uma alavanca do crescimento económico da sua bacia e do país, pois ele ainda possui potencialidades que aproveitadas com saber podem dar uma contribuição muito válida para esse fim.

Um rio como o Tejo, que atravessa o país e é o seu eixo identitário, que foi a principal estrada durante séculos para as trocas comerciais e uniu o Norte com o Sul e a margem direita à esquerda a navegar, deixou de cumprir uma das principais funções para que nasceu quando deixou de ser navegável, o que também contribuiu para que os investidores deixassem de interessar-se por ele.

Se tomarmos como exemplo o rio Douro que anda nas bocas do mundo pela positiva, e que tanto na sua paisagem repetitiva como nas culturas regionais não tem nem por sombras a diversidade que o Tejo tem, nada do desenvolvimento que se verificou no Douro teria acontecido se não tivesse sido feito o investimento nas barragens dotadas de eclusas, o que atraiu mais investimento da parte de vários parceiros, não só na área dos barcos hotel que está em crescendo, como das quintas, das adegas,  dos  solares  e das requalificações das cidades ribeirinhas, pois se não fosse isso estaria como o Tejo.

O Tejo tem de afirmar o seu lado turístico porque é evidente que possui imensas potencialidades para essa actividade ou indústria multifacetada, que é o único “petróleo” deste país, mas para isso os investidores, empreendedores e operadores de turismo, e não só, que vislumbrem no Tejo a possibilidade de afirmar o seu lado turístico através dessas suas potencialidades para criar riqueza, explorando e gerindo o seu conjunto de valências a fim de tornarem ofertas turísticas visando a sua procura, importa também relevar que por o Tejo ser único e diferenciador, deve passar a ser sinónimo de uma visita que tenha o conteúdo de um serviço fácil de obter, ordenado e sempre disponível como destino turístico de referência e diferenciado, quer associado a produtos, quer a serviços e equipamentos turísticos de qualidade e também promotor de riqueza, de constituição de empresas, criação de emprego e fixação de pessoas.

Porque o rio Tejo, latu senso, tanto no corredor fluvial como no território adjacente, ou seja na sua Bacia Hidrográfica que se estende por 1/3 do território de Portugal continental possui características e atributos muito peculiares, particularmente propícios para um destino turístico especial, onde podem coexistir e interagir diversas modalidades e ofertas turísticas como o turismo da Natureza, o turismo Rural e o Agro-turismo bem como o turismo da Descoberta, Aventura assim como o Cultural, Científico e Náutico porque o Tejo distingue-se pela paisagem, biodiversidade, agricultura, silvicultura,  vinha, criação e treino de gado entre outras valências, para além de integrar riquíssimos patrimónios naturais e culturais, materiais e imateriais. Deve reconhecer-se como sendo bastante atractivas para o Turismo, muitas das valências que existem no universo do Tejo, entre as quais são um exemplo as seguintes: O Turismo no espaço rural como uma das variantes atractivas do turismo da natureza que a sociedade rural criou através dos tempos, constituindo uma modalidade de turismo que tem condições para ser potenciada e que os próprios residentes estão motivados para beneficiarem dela porque se insere hoje em dia como sendo um meio cada vez mais atraente para o homem urbano face ao contacto com a natureza que o mundo calmo e repousante do campo lhe permite sentir um regresso às origens, libertando-o dos problemas que o limitam e inibem nas cidades. » Património Cultural, material e imaterial, histórico e etnográfico onde o turista encontra um rico Património Monumental, Religioso, e Museológico assim como museus vivos muito peculiares, para além de uma arquitectura urbana característica, quer do campo, quer das comunidades da borda d'água. » A Vitivinicultura, graças aos solos e à genialidade do homem, produz vinhos de variadas castas que são preciosos néctares, alguns medalhados internacionalmente. » O Folclore directamente relacionado com a faina campestre com as festas religiosas e os momentos de diversão, retrata a vivência humana local e regional. A Gastronomia que graças aos solos férteis que disponibilizam uma farta variedade de produtos agro-alimentares e o peixe do rio que mulheres e homens dotados para a cozinha, dotes esses que são transmitidos de geração em geração, transformam e apuram nas  mais  variadas e deliciosas iguarias.  » O Turismo Náutico porque, ao navegar no Tejo, desembarcando nalguns portos e portinhos,  penetrando  nas valas, braços do rio, visitando as comunidades ribeirinhas, convivendo com os residentes, que são bons contadores de histórias, indo  às tascas, deliciando-se  com os seus petiscos bem regados, permite ao turista ter a grata oportunidade de poder viver o Tejo a partir de dentro para fora, de  onde os campos, as cidades e as serras têm mais encanto, fazendo do Rio um destino turístico diferenciado, de libertação através de uma actividade lúdica, ecológica, de evasão, de aventura e de descoberta.

Os Municípios têm aqui um papel importante a desempenhar promovendo as ofertas turísticas do seu concelho, devendo no entanto garantir antecipada e cuidadosamente uma avaliação prévia da qualidade e genuinidade dessas oferta através duma adequada selecção dos produtores  ou prestadores dos serviços que garantam a qualidade dos produto que disponibi- lizam evitando a venda de “gato por lebre”, arriscando assim contaminar a imagem dos outros bens e serviços dos produtores que são cumpridores, e da marca Tejo. Os Municípios também devem premiar os produtores competentes e cumpridores pelas suas boas práticas tanto no respeito pelo meio ambiente e capital humano, motivando e incentivando aqueles empresários e empreendedores a manterem uma cultura empresarial da garantia da qualidade para  o Tejo ao nível municipal e regional.

Como é sabido, a Qualidade associada a um produto ou a um serviço é hoje cada vez mais importante e indispensável, porque ela tornou-se a marca determinante para distinguir uma de- terminada marca das outras à medida que no mercado aumenta a capacidade de oferta, porque a qualidade deve ser orientada para o consumidor, o turista, com o propósito de garantir-lhe confiança no produto que procura para a satisfação das suas apetências e necessidades, o que está relacionado com a sua qualidade de vida e bem estar, tendo em consideração a consciência de que a quantidade não significa qualidade. Assim sendo, um produto ou serviço que tenha qualidade garantida assegurará notoriedade e conquistará a preferência e a fidelização de uma clientela, conseguindo assim ser mais facilmente divulgado pela positiva, ter a preferência dos consumidores e desse modo distinguir-se por essa particularidade.

 

2.ª PARTE

Graças ao facto de durante a ronda de contactos para convidar as personalidades da nossa preferência, pelo seu conhecimento de elevada qualidade, para moderadores e oradores deste Congresso do Tejo III, foi-nos possível registar sugestões e recomendações bastante úteis para podermos valorizar mais o programa temático deste Congresso, “Mais Tejo – Mais Futuro”, o que impediu fechar o programa mais cedo, mas valeu a pena.

Como o programa deste Congresso começou a ser preparado com dois anos de antecedência e foi precedido por um Ciclo de 5 Conferências Regionais preparatórias, o que permitiu extrair das respectivas conclusões as matérias substantivas para ser debatido no Congresso num só dia. Deste modo foi desenhado o seguinte programa horário de princípio que está a ser ultimado para passar a definitivo dentro de poucos dias, com os nomes dos respectivos moderadores e oradores.

Crónica de Carlos Salgado - Tagus Vivan

in Notícias do Mar, Maio 2017, n.º 365



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